A Festa Literária de Marechal Deodoro (FLIMAR) é um projeto consolidado desenhado para ser evento anual. Contempla especialmente a literatura, e vários segmentos da cultura: música, folclore, cinema, gastronomia, entre outras manifestações culturais. A escolha da cidade de Marechal Deodoro e dos eventos apresentados garantem a perenidade do evento, ano após ano. Sendo esta, a 5ª edição do evento. ENTRE 12 e 15 DE NOVEMBRO DE 2014. HOMENAGEADO:O POETA E COMPOSITOR DJAVAN
V FLIMAR
12 a 15 de NOVEMBRO de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
V FLIMAR - PROGRAMAÇÃODE ARTE E CULTURA
PROGRAMAÇÃO
ARTE E CULTURA
DIA 13 DE
NOVEMBRO ( QUINTA-FEIRA)
ORLA LAGUNAR
9:00 - 17:00 - FLIMARZINHA ( contação de histórias, leituras, shows para
crianças, programação a cargo da Secretaria Municipal de Educação)
17:00 - 19:00 - Apresentações ao ar livre de bandas, folclores, capoeira,
danças e outros segmentos culturais.
10:00 - 18:00 - A poesia vai à rua
( Tenda da Poesia Lêdo Ivo) - Sarau poético aberto ao público. Coordenado pelo
ator Chico de Assis, alguns poetas e o povo do local recitando poemas.
CASA - MUSEU DO MARECHAL DEODORO
19:30 – 21:30 – Sarau na Casa do Marechal: Poetas das Alagoas – A POESIA
de VERA ROMARIZ, FERNANDO FIÚZA, JORGE COOPER, PAULO RENAUT, MARCOS FARIAS
COSTA e OUTROS - Letícia
Elena - Tânia Moreno- José Inácio Vieira de Melo - Adélia Amorim- Carla Nobre -
Chico de Assis – Paulo Poeta – Ricardo Cabus –Clarissa Macedo - Cosme Rogério (palco aberto ao público).
PALCO ADRO DO CONVENTO
17:00 - Grupo Musical Por em Canto - Coral do IFAL -Marechal Deodoro
19:00 - Concerto - Banda Filarmônica Aconchego
21:00 - Show CANTIGAS DO SERTÃO - Jurandir
Bozo e os Bambas de Pão de Açucar
DIA 14 DE
NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)
ORLA LAGUNAR
9:00 - 17:00 - FLIMARZINHA ( contação
de histórias, leituras, shows para crianças, programação a cargo da Secretaria
Municipal de Educação)
17:00 -19:00 - Apresentações ao ar
livre de bandas, folclore, capoeira, danças e outros segmentos culturais.
10:00 - 18:00 - "A POESIA VAI
À RUA" ( Tenda da Poesia Lêdo Ivo) - Sarau poético aberto ao público.
Coordenado pelo ator Chico de Assis, alguns poetas e o povo do local recitando poemas.
CASA - MUSEU DO MARECHAL DEODORO
19:30 – 21:30 – Sarau na Casa do Marechal: A Poesia de DJAVAN - Letícia
Elena - Claufe Rodrigues- Tânia Moreno- José Inácio Vieira de Melo - Adélia
Amorim- Carla Nobre - Chico de Assis – Paulo Poeta – Ricardo Cabus – Cosme Rogério - Clarissa Macedo (palco aberto ao
público).
MERCADO DAS RENDEIRAS
20:00 h – Desfile de Modas com as
mulheres rendeiras
PALCO ADRO DO CONVENTO ( Noite oferecida pela
Prefeitura de Maceió)
19:00 - Apresentação do XAXADO
20:00 - Concerto com a Banda Filarmônica Carlos Gomes - Marechal Deodoro
( comemorando 99 anos)
22:00 - Grande show - Fernanda
Guimarães canta Djavan.
DIA 15 DE
NOVEMBRO ( Sábado)
PALÁCIO PROVINCIAL
(PREFEITURA MUNICIPAL) E ORLA
8:00 - 13:00 - Comemoração dos 125
anos da Proclamação da República.
ORLA LAGUNAR
17:00 - 19:00. Apresentações ao ar
livre, bandas, folclore, capoeira.
10:00 - 18:00 - "A POESIA VAI
À RUA" ( Tenda Lêdo Ivo) - Sarau poético aberto ao público. Coordenado
pelo ator Chico de Assis, alguns poetas e o povo do local recitando poemas.
SERENATA PELAS RUAS DA CIDADE
20:00 – Seresteiros da Pitanguinha
PALCO DA ORLA
21:00 - Grande Show de encerramento -
Show da República.
PROGRAMAÇÃO PERMANENTE
QUARTA a SÁBADO – APRESENTAÇÕES DE GRUPOS FOLCLÓRICOS NA
ORLA LAGUNAR
QUINTA e SEXTA – FLIMARZINHA- SECRETARIA MUNICIPAL DE
EDUCAÇÃO NA ORLA LAGUNAR
QUARTA a SÁBADO –
FEIRA DE LITERATURA E CULTURA ( 20
estandes)
QUARTA a SÁBADO –
EXPOSIÇÃO DE PINTURAS E FOTOGRAFIAS
QUINTA a SÁBADO - CAMINHADA
POÉTICA PELAS RUAS DA CIDADE
QUINTA a SEXTA - BIBLIOTECA AMBULANTE DO SESC
QUINTA e SEXTA – CONTAÇÃO DE HISTÓRIA –LITERATURA - SESC
QUINTA a SÁBADO – SARAU LITERÁRIO – MUITA POESIA AO VIVO
NA CASA-MUSEU DE MARECHAL ( 19:00 às 21:00)
QUNTA a SÁBADO - BARCO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO IMA
PASSEIO NA LAGOA
QUINTA a SÁBADO - TENDA DA POESIA - SARAU ABERTO AO
PÚBLICO NA ORLA
QUINTA a SÁBADO – LANÇAMENTO DE LIVROS NA LIVRARIA BÊABÁ
–(Livraria oficial da 5ª FLIMAR) (
Programação de lançamento: LYDIA, 3336.8277 / 9913.9032)
QUINTA a SÁBADO - DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS - EDITADOS EM
APOIO CULTURAL DA BRASKEM
OBS. IMPORTANTE –
TODAS AS ATIVIDADES DA 5ª FLIMAR SERÃO GRATUITAS
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA - Carlito Lima - Curador da FLIMAR
PAPILLON
Albuquerque
frequenta a academia duas a três noites por semana, vício em nadar, contínuas
braçadas, relaxar antes de dormir. Certa noite depois da natação, dormiu feito
um menino, roncou feito um bode, teve um sonho, surreal, quase pesadelo. Ele se
aproxima por trás de uma mulher, costa nua, na nuca tatuada uma borboleta
colorida, asas abertas, num impulso ele estende a mão tentando alcançar a
mulher, de repente a borboleta tatuada levanta voo batendo as asas por cima de seu
nariz, nesse momento a mulher vira-se, não tem rosto definido, falta-lhe nariz
e boca, apenas dois olhos cinzas olham nos seus olhos, ele se assusta. Acordou-se
ofegante, excitado, o nariz irritado, coçando. Sonhou algumas noites seguidas,
a mesma mulher, a borboleta, o nariz coçando. O sonho ficou nítido em sua
mente, coisa rara, durante o dia tentava interpretar a história, tinha certeza,
conhecia aquela tatuagem, tinha visto a borboleta colorida num pescoço, não
recordava a pessoa.
À noite custava a adormecer pensando no sonho.
Tentou relaxar, apelou para cinema, andar na praia, escrever, saiu com casais
amigo, bebeu além da conta, dormiu feito um príncipe, entretanto, o mesmo sonho
veio-lhe na madrugada. Consultou a um psicólogo amigo, a conversa de uma hora
não deu resultado prático. A nuca tatuada não lhe saía da cabeça durante o
dia,nem nos sonhos durante a noite.
Foi à natação relaxar, a academia repleta
de jovens, velhos, mulheres, exercitando ou nadando. Albuquerque nadou
ininterruptamente oito piscinas, ao terminar 200 metros, boa marca para um
sessentão, segurou-se na borda, pequeno descanso. Ele notou na raia vizinha uma
mulher fazendo exercício de respiração, mergulhava, soltava o ar, emergia, respirava
novamente. Seu coração disparou, entre surpreso e emocionado, avistou por trás
do pescoço da mulher, a tatuagem, a borboleta colorida. Encantado, extasiado ao
ver a nuca tatuada, tentou conter a emoção, não pode conter o olhar insistente à
nadadora, mulher madura, bem conservada, nem bonita, nem feia, ele olhava fixamente
a borboleta. Certo momento ela tirou os óculos, olhos cinzas, segurou a escada
da piscina, subiu. Albuquerque teve certeza, era a mulher do sonho. Ele também
subiu, acompanhou-a discretamente, aproximou-se, num impulso puxou conversa.
- Essa borboleta tatuada me lembrou um livro,
Papillon, a história de um preso fugitivo na Guiana Francesa, ele tinha uma
borboleta tatuada, era conhecido como Papillon, borboleta em francês.
- Interessante, eu gostaria de ler, qual
livraria tem esse livro ?
- Posso lhe emprestar, a senhora vem quando por
aqui na academia?
-
Toda noite eu nado a partir das sete horas.
-
Amanhã trago o livro, a senhora vai gostar, tenho certeza. Fizeram um filme com
o Dustin Hoffman.
- Até
amanhã, despediu-se a nadadora entrando no carro.
Albuquerque
ao chegar em casa tomou um bom café, conversou com Natália, a esposa, estava
tranquilo, satisfeito. Procurou "Papillon", não encontrou, ficou
especulando, lembrou, havia doado alguns livros a uma Biblioteca Comunitária. Nessa
noite teve o mesmo sonho, mudou um detalhe, o rosto da mulher era visível, a
nadadora.
Dia
seguinte pela manhã foi à biblioteca, estava o livro, a bibliotecária emprestou-lhe.
À noite, antes das sete ele nadava, ao avistar a mulher, alegrou-se, cumprimentaram-se,
trouxe o livro, disse-lhe arrancando um sorriso, saíram juntos da piscina, conversaram
na lanchonete por meia hora. Na outro dia conversaram mais. Ela, professora de
música, divorciada, dois filhos, não queria compromissos, gostava de ler, estava
adorando o livro. Nessa noite, durante o sonho ele abraçou a nadadora,
acordou-se excitado, agarrado à esposa, Natália gostou.
De
conversa em conversa à beira da piscina, tornaram-se amigos, dois adultos, ele
não teve dúvida em contar a história do sonho, confessou, só deixava de ter o
sonho quando beijasse a borboleta, ela gargalhou. Marcaram encontro na outra
tarde. Amizade colorida, sem compromisso, assim acertaram. Albuquerque não sonha mais com a mulher sem
rosto, entretanto, em algumas tardes deliciosas, ao vivo e a cores beija a
borboleta tatuada. Com carinho sussurra ao ouvido da nadadora, "Minha
Papillon".
terça-feira, 26 de agosto de 2014
PROGRAMAÇÃO DA V FLIMAR NO AUDITÓRIO SANTA MARIA MAGDALENA DA ALAGOA DO SUL - 12 A 15 NOVEMBRO.
COMEMORAÇÃO
DOS 125 ANOS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
HOMENAGEADO:
DJAVAN - PROGRAMAÇÃO
DIA 12 DE NOVEMBRO (QUARTA-FEIRA)
ABERTURA DA V
FLIMAR
AUDITÓRIO
ESPAÇO CULTURAL ALAGOA DO SUL
ABERTURA DA 5ª FLIMAR
18:00 - Recepção aos convidados –
Banda Filarmônica Nossa Senhora de Boa Viagem e Nelson da Rabeca
19:00 – Cerimonial de Abertura da 5ª
FLIMAR pelo Prefeito Cristiano Matheus.
- Hino Nacional - Cantado à capela
pela soprano Elvira Regina.
19:30 – Palestra de abertura: DJAVAN,
o poeta ( Maria Heloísa Moraes) ( 20 minutos)
PALCO DO ADRO DO CONVENTO
20:30 - Concerto - Sociedade Filarmônica Santa Cecília ( 104 ANOS)
21:30 - Concerto - Camerata Juvenópolis Maestro Max Carvalho e Soprano
Elvira Regina.
DIA 13 DE NOVEMBRO ( QUINTA-FEIRA)
AUDITÓRIO
ESPAÇO CULTURAL ALAGOA DO SUL
09:00 - 10:15 - EDUCAÇÃO
PATRIMONIAL (IPHAN) - Leonardo Barci Castriota - Adriana Guimarães - Mário
Aloísio - Mediadora: Greice Lopes
10:15 - 11:00 - ITINERÁRIOS DE MARECHAL DEODORO - Anna Maria Soares
(UFAL) - Mediadora Fernanda Gueiros
11:00 - 12:00 - "A ARTE DA GUERRA" na Literatura e no dia a dia
- Uchoa de Moura - Cássio Cunha. Mediador: Carlito Lima
12:00 - 12:30 - A CORTE INFILTRADA, o livro - Andrea Nunes -
Mediador: Maurício Melo Júnior
14:00 - 15:00 - POESIA PARA QUE E PARA QUEM? - Roberval Pereyr - José
Inácio Vieira de Melo - Carla Nobre - Mediador: Ricardo Cabus
15:00 – 16:00 – VIDA DE ATRIZ E ESCRITORA ( VIVER A IMAGINAÇÃO) - Íttala
Nandi - Mediador: Ovídio Poli Júnior
16:00 - 17:00 - "O MOVIMENTO LITERÁRIO ALAGOANO NOS ANOS 30" -
Maurício Melo Júnior - Luiz Gutemberg - Mediadora: Vera Romariz.
17:00 - 18:00 - "A
MAGIA DA CRÔNICA COMO ESTILO LITERÁRIO" - Joaquim Ferreira dos Santos- Mediadora:
Vera Romariz
18:00 - 19:00 - "ENTRANDO NA LITERATURA COM O GRUPO "OS
CAMALEÕES" -PEDRO BIAL, LUIZ PETRY E CLAUFE RODRIGUES" - Claufe
Rodrigues - Moderador: Ovídio Poli Júnior.
DIA 14 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)
AUDITÓRIO
ESPAÇO CULTURAL ALAGOA DO SUL
09:00 -09:30 - POESIA PARA COMEÇAR O
DIA - Carla Nobre, Clarissa Macedo,
Cosme Rogério, Roberval Pereyr.
09:30 - 10:00 - ULISSES GALOPA EM
MINHAS VEIAS - Recital de José Inácio Vieira de Melo
10:00 – 11:00 – "O VALOR ECONÔMICO DA LÍNGUA
PORTUGUESA" - Fernando Luís Machado (Lisboa). Mediador: Edgar Barbosa.
11:00 - 12:00 - "CULTURA
CONTEMPORÃNEA E DIPLOMACIA CULTURAL: CASO DA CASA DA AMÉRICA LATINA DE
LISBOA"- Maria Xavier (Lisboa). Mediador: Bernardino Nogueira.
12:00 - 12:30 - "POESIA ANTES DO ALMOÇO" - José
Inácio Vieira de Melo, Roberval Pereyr, Carla Nobre, Clarissa Macedo, Cosme
Rogério.
14:00 - 15:00 - "A OBRA DE DJAVAN
SOB A ÓTICA AMBIENTAL" – Graziella Fritscher. Mediador: Cássio Cavalcante
15:00 – 16:00 – “A METÁFORA NA MÚSICA
DE DJAVAN” – Maria Heloísa de Moraes. Mediador: Luis Gutemberg.
16:00 – 17:00 – "DJAVAN, POESIA E
MÚSICA" - Ricardo Cravo Albin - Mediador: Maurício Melo Júnior.
17:00 – 19:00– ENTREVISTA AO VIVO COM
DJAVAN – Ricardo Cravo Albin – Goretti
Lima –Luiz Gutemberg - Graziela Fritscher – Alessandra Vieira - Cássio Cavalcante - Mediador:
Rodrigo Cavalcante
19:00 - ENTREGA DO PRÊMIO DE CONTOS:
"DJAVAN PARA CANTAR E CONTAR"
DIA 15 DE NOVEMBRO ( Sábado)
PALÁCIO PROVINCIAL
(PREFEITURA MUNICIPAL) E ORLA
8:00 - 13:00 - Transferência da
Capital e Governo do Estado para Marechal Deodoro
AUDITÓRIO ESPAÇO CULTURAL ALAGOA DO SUL
10:00 - 11:00 - "A DIFERENÇA ENTRE TEXTO
COMUM E A LITERATURA" - Cássio Cavalcante.Mediadora: Miriam Salles
11:00 -12:00 – "A IMPORTÂNCIA DOS CONCURSOS
LITERÁRIOS NA LITERATURA - Caso da OFF FLIP" - Vinicius Rivas Alves - Eder
Rodrigues da Silva. Mediador: Ovídio Poli Júnior
14:00 - 14:30 - "PROCESSO DE CONSTRUÇÃO - HISTÓRICO DA
CIDADE DE MARECHAL DEODORO" - Josemary Ferrare - Mediadora: Fernanda
Gueiros
14:30 - 15:30 - O JORGE AMADO POUCO CONHECIDO - Janaína Amado
- Paloma Amado- Luiz Gutemberg - Mediador: Ovídio Poli Júnior
15:30 - 16:30 - "1889" -
Laurentino Gomes - Mediador Maurício Melo Júnior
16:30 – 17:30 – "O CAVALO DE
MICHELANGELO" - Marina Colasanti - Mediador: Maurício Melo Júnior
17:30 - 18:30 - "TURISMO, CULTURA
E LITERATURA" - Vinicius Nobre
Lages - Mediador: Vinicius Palmeira
- ENCERRAMENTO
DA V FLIMAR PELO PREFEITO CRISTIANO MATHEUS - ENTREGA DO PRÊMIO BRASKEM-FLIMAR – 2014, destinado à personalidade com história de vida
dedicada à cultura e à arte alagoana. Em 2014 é agraciado é o historiador
Douglas Apratto. - HOMENAGEM A DJAVAN
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
UM TEXTO DE CARLITO LIMA - CURADOR DA V FLIMAR
MANHÃ
DE SÁBADO NA JATIÚCA
Sábado, irresistível
e luminosa manhã ensolarada no rigoroso inverno nordestino. Vestindo um velho
calção de banho, sandália havaiana, desço à praia, o dia para vadiar. Sento-me
à mesa no Acarajé da Irmã, em frente ao Hotel Meliá, sem camisa, pés descalços,
areia morna, fofa, branca. Faço um reconhecimento geral, avisto o mar azul
esverdeado encontrando o céu no infinito, praia cheia, crianças, velhos,
ambulantes, em torno de minha mesa algumas mulheres deitadas, pegando sol, um
toque de sensualidade entre os banhistas, sinto-me em casa, é minha praia. Faço
o pedido.
-" Irmã, um acarajé só com camarão,
sem pimenta, cerveja gelada"
Nesse momento encosta um
bêbado amigo, abrindo os braços, sorrindo, tentando me cativar.
- "Assisti sua entrevista na
televisão, me dê seu novo livro, quero ler, deixe aqui, no Acarajé."
Senta-se sem cerimônia na cadeira vizinha, chega-se a meu lado, recita um poema
de Bandeira, puxa conversa. É letrado, não sei a causa, caiu no alcoolismo,
semana passada paguei-lhe uma lata de Pitu às 8 horas da manhã no supermercado.
A irmãzinha trouxe o acarajé e cerveja, dou R$ 10,00 ao bêbado, satisfeito,
feliz, ele parte em busca de uma dose. Meu amigo é inteligente, deve ter uma
historia interessante, qualquer dia descubro.
Acarajé crocante, saboroso, recheio de
camarão, a cerveja gelada desce junto, aumenta o prazer. Ambulantes passam,
param, oferecem variadas mercadorias, óculos escuros, sanduíche natural,
amendoim, caipirosca, brinquedo, casquinha de siri, pulseiras e brincos. São
heróis do Brasil real, sobrevivem, sustentam a família, trabalhando na areia
quente, oferecendo artigos diversos,
sempre de bom humor, peculiaridade de nosso povo, merecedor de melhor qualidade
de vida, de um país mais justo, sem essa cruel diferença entre classes sociais,
e privilégios de poucos.
Estava em meus devaneios socialistas
quando elas chegaram. Eram três jovens, se assim posso chamar mulheres passando
dos 30 anos. Plantaram-se em frente à minha mesa. A loura alta tirou a
"saída de praia", um minúsculo biquíni branco cobria seu belo corpo, segurou
firme o pau da sombrinha, enfiou-o cavando na areia até firmá-lo para receber a
sombrinha multicolorida. A segunda moça, morena dos cabelos cacheados, abriu as
três cadeiras alugadas, uma para cada colega, sentou-se ao sol, pegou uma
revista de celebridades, cheias de fotos, folheou até encontrar boa notícia, comentou,
o artista tal deixou a mulher, já estava com outra. A terceira, morena de
cabelos lisos, Terezinha, ouvi bem o nome, segurou firme sua cadeira, abriu-a,
em minha frente, continuou em pé, enfiou a mão numa pequena bolsa cheia de
bugigangas femininas, conseguiu tirar um tubo de óleo. Iniciou o ritual, liturgia
do alisado, massageava seu corpo bem torneado, cheios de curvas, de deixar
eunuco excitado, passava vagarosamente suas mãos untadas por entre as pernas
morenas. Tomando cerveja, eu admirava aquela prática, competentes mãos, devia
ser massagista, pensava, sem tirar os olhos da moça, desbragadamente. De
repente ela virou o rosto como se
procurasse alguém olhando, um possível "voyeur", disfarcei a vista.
Ela notou-me, olhou novamente pelos lados. Como se ninguém tivesse olhando, colocou
a mão por dentro do biquíni por trás, na parte glútea, alisou forte,
massageando a bunda, eu descaradamente olhava embevecido aquele movimento de
vai e vem, ao mesmo tempo irado, não pelo movimento, por sentir que ela me viu,
tenho certeza, achou-me um idoso inofensivo, não importou minha presença, ofendeu
meu ego, afinal tenho apenas 74 anos. O massagear glúteo compensou a ofensa.
Depois da quinta cerveja e
dois acarajés, hora de almoço, juntei meus trecos na mesa, cheguei-me perto das
vizinhas, pedi para dar uma olhada enquanto mergulhava, elas, simpáticas,
sensuais, sorrindo disseram sim.
Pulei as primeiras marolas, mergulhei de
cabeça dentro ao mar verde esmeralda, nadei devagar um bom pedaço, retornei,
relaxei o corpo imerso na água morna, ao longe avistei as três meninas, nem
sabem, enriqueceram minha manhã de sábado na Jatiúca.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
MARINA COLASANTI VEIO À 1ª FLIMAR, DEU UMA PALESTRA DE PLACA. ESTÁ RETORNANDO EM 2014 Á V FLIMAR. LEIAM O COMENTÁRIO DE IGNÁCIO LOYOLA BRANDÃO NO ESTADÃO
Abaixo o que escreveu Ignácio Loyola Brandão no ESTADÃO em setembro de 2010:
” Décadas atrás, no Maracanã, Pelé saiu com a bola dominada, driblou o time adversário inteiro e marcou um gol que mereceu uma placa de bronze. Daí a expressão gol de placa. Saibam, todavia, que desde a semana passada existe a Palestra de Placa. Uma palestra tão incrível, emocionante, poética, avassaladora, que mereceu uma placa na cidade de Marechal Deodoro, Alagoas. Contarei aqui, logo, o que foi a Flimar, Feira Literária de Marechal Deodoro, organizada pelo Carlito Lima. Ele criou a 1.ª Palestra Literária de Placa, dada a Marina Colasanti, que falou durante hora e meia e pareceu sete minutos. Todos que circulam por este Brasil sabem, falar depois da Marina é desastre. Esperem, contenham a ansiedade.” (Ignácio Loyola Brandão - Estado de São Paulo)
PLACA PARA MARINA COLASSANTI
“Dia 4 de setembro de 2010 no auditório do Espaço Cultural Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul, durante a 1ª Festa Literária de Marechal Deodoro – 1ª FLIMAR, a cronista, ficcionista, poeta e pintora, Marina Colasanti, em hora e meia de palestra, com suave e mágica maneira de contar histórias, fez os presentes viajarem no tempo e no espaço, ficarem embevecidos, enfeitiçados, pela relação fascinante e amorosa da escritora com os livros de sua vida. Marina foi aplaudida pelo auditório lotado, cerca de 10 minutos.”
Assinam, escritores, artistas: Ignácio Loyola Brandão (São Paulo), Adriana Ruiz (Buenos Aires), Maurício Melo Júnior (Brasília), Antônio Torres (Rio), Carlito Lima (Marechal Deodoro-Al), Ovídio Poli Júnior (Paraty), Homero Fonseca (Recife), Miriam de Sales (Salvador), José Inácio Vieira de Melo (Palmeira dos Índios -Al), Maria Luiza Russo (Rio) , Chico de Assis (Santa Luzia do Norte - Al), Luiz Berto (Palmares - Pe), Geraldo Majella (Anadia - Al), Zelito Nunes (Monteiro –Pb), Ricardo Cabus (Maceió - Al).
DJAVAN CONFIRMA PRESENÇA DURANTE A REALIZAÇÃO DA V FLIMAR
PROGRAMAÇÃO DA MESA LITERÁRIA SOBRE DJAVAN
DIA 14 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)
AUDITÓRIO
ESPAÇO CULTURAL
14:00 -
15:00 - MESA - "A obra de DJAVAN sob a ótica ambiental" –
Graziella Fritscher. Mediador: Cássio Cavalcante
15:00 –
16:00 – MESA – “A metáfora na música de DJAVAN” – Heloísa Melo. Mediador:
Ovídio Poli Júnior.
16:00 –
17:00 – MESA – "A poesia e música de DJAVAN" - Ricardo Cravo Albin
- Mediador: Maurício Melo Júnior.
17:00 –
19:00 – ENTREVISTA – DJAVAN – ( Entrevista ao vivo) – Ricardo Cravo Albin –
Heloísa Melo – Goretti Lima –Luiz
Gutemberg - Graziela Fritscher – Cristiano Matheus - Cássio Cavalcante -Íttala Nandi - Mediador: Rodrigo
Cavalcante
19:00 -
ENTREGA DO PRÊMIO DE CONTOS: "DJAVAN PARA CANTAR E CONTAR"
Concurso de contos realizado pela Seceretaria Municipal de Educação. Os contos são inspirados em alguma letra de música de Djavan. os 30 melhores contos serão editados num livro, DJAVAN PARA CANTAR E CONTAR
LAURENTINO GOMES CONFIRMADO NA V FLIMAR - ESCREVU A TRILOGOA DA HISTÓRIA DO BRASIL: 1808 ( O BRASIL E A CORTE DE D.JOÃO VI) 1822 ( A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL) E 1889 ( A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA)
DIA
15 DE NOVEMBRO ( Sábado)
PALÁCIO PROVINCIAL (PREFEITURA MUNICIPAL) E ORLA
8:00 - 13:00 - Comemoração dos 125 anos da Proclamação da República
pelo Marechal Deodoro da Fonseca.
Transferência da Capital e Governo do Estado para Marechal Deodoro
( Programação a cargo do Governo do Estado e do Município)
AUDITÓRIO ESPAÇO CULTURAL ALAGOA DO SUL
14:00 -
14:30 - MESA 13 - "PROCESSO DE CONSTRUÇÃO - HISTÓRICO DA CIDADE DE
MARECHAL DEODORO" - Josemary Ferrare - Mediadora: Fernanda Gueiros
14:30 -
15:30 - MESA 14 - "1889" - Laurentino Gomes - Mediador Maurício Melo
Júnior
15:30 -
16:30 - MESA 15 - O JORGE AMADO POUCO CONHECIDO - Janaína
Amado - Paloma Amado- Mediador: Luiz Gutemberg
16:30 –
17:30 – MESA 16– "O CAVALO DE MICHELANGELO" - Marina Colasanti -
Mediador: Maurício Melo Júnior
17:30-
18:30 - MESA 17 - TAVARES BASTOS - Aldo Rebelo - Mediador Wolney Rebelo
- ENCERRAMENTO DA V
FLIMAR PELO PREFEITO CRISTIANO MATHEUS - ENTREGA DO PRÊMIO BRASKEM-FLIMAR – 2014, destinado à personalidade
com história de vida dedicada à cultura e à arte alagoana. Em 2014 é agraciado
é o historiador Douglas Apratto.
Prostituta formada em letras narra em livro experiências sexuais com clientes; leia trecho e veja fotos Lola Benvenutti escreveu "O prazer é todo nosso" a partir de vivências reunidas em blog com postagens sobre a própria trajetória
| Formada em letras e mestranda, Lola estuda propostas para adaptar história ao teatro e ao cinema. Crédito: Victor Daguano/Divulgação |
Na antessala da maioridade, a estudante Gabriela Natalia da Silva tomou uma decisão no mínimo inusitada para dar vazão ao desejo sexual nutrido desde a infância: adotou um codinome e resolveu cobrar dinheiro para transar. Era o passo mais ousado de um apetite libidinoso com o qual havia perdido a virgindade aos 11 anos em uma transa com um homem de 30 conhecido pelo bate-papo na web. "Eu caçava uns caras na internet que achava que não tinham 'perfil de assassino'. Me descobri muito cedo sexualmente e decidi cobrar. Já tinha curiosidade, era um processo natural", descreve (leia entrevista abaixo). Lola Benvenutti seguiu adiante na cruzada pelo prazer. Criou um blog e passou a relatar as experiências com os clientes. Angariou fãs, fama e reuniu a vivência em O prazer é todo nosso (Editora Mosarte, R$ 33,90, 169 páginas), lançado nesta segunda-feira (11).
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA - Carlito Lima
NO TEMPO DAS GARAÇUMAS
Avenida da Paz
Fim
da 1ª Guerra Mundial, 1918, Maceió ouve no rádio a capitulação dos alemães, o
então Prefeito da cidade conclama a população para comemorar a paz na praia do
Aterro. Bebidas e fogos rolando, Alagoas não foi à Guerra mas comemorou a paz
com uma semana de festa, carnaval e desfile. Discursando entre emocionado e
bêbado, o Prefeito prometeu construir ali na praia do Aterro uma Avenida, daria
o nome de Avenida da Paz.
Para puxar o saco dos militares na
Revolução de 30, mudaram o nome para Avenida Duque de Caxias. Por muitos anos o
povo continuou chamando de Avenida da Paz. Até que em 1991, o então vereador,
homem de cultura e visão, jornalista Ênio Lins, solicitou a mudança definitiva
para o nome original de Avenida da Paz. Se Deus e os homens de juízo quiserem o
nome não mudará.
Avenida da Paz de minha juventude, areia
branca da praia limpa e o verde azulado do mar. Bicicleta, patins, brincadeiras
de rouba-bandeira e gata-parida nos bancos da praça empurrando os meninos vizinhos
até expelirem do banco.
Jogar zorra, futebol na areia
extensa e dura da praia. Mar a dentro subir nos trapiches pelas palafitas,
pular da cumeeira caindo na água num mergulho delirante. Nadar até o cais do
porto, os botos acompanhando, enormes e inofensivos peixes nos protegendo.
Numa noite de lua, Luzia pisou na areia
da praia e na água morna da marola. Embaixo da ponte do Salgadinho levou minha
inocência, a primeira vez ninguém esquece.
Certo dia o cais do porto amanheceu
repleto de pescadores, varas de pesca se cruzavam, acontecia a inexplicável
invasão das garaçumas na enseada da praia da Avenida. Peixe delicioso de águas
mornas, toda população de Maceió levou caniço e samburá para o cais ou nas
canoas, lanchas e jangadas em mar aberto. Cardumes cobertos por tarrafas, redes
e anzóis. Ninguém soube explicar o fenômeno. Peixe nadando em quantidade, não havia
anzol ocioso, pescadores se gabavam terem pescado três garaçumas abocanhando
apenas um anzol. A miséria da população acabou-se por alguns dias. Havia peixe
para todos, o pobre, o rico, o miserável, criança, velho e mulher, todos
viventes da cidade pescando garaçumas. Maceió tornou-se em festa, belas noites
iluminadas por fachos dos pescadores. Foram doze noites e treze dias, o mar
cinzento de peixe, cardumes e mais cardumes se renovavam entrando na enseada. Fenômeno
inexplicável, extraordinário, bendito e inesquecível tempo das garaçumas.
Mocinhas que não perdiam festa foram
apelidadas de “garaçumas”. Nessa época os negociantes de automóveis encheram
Maceió com um novo tipo de jipe americano vendido em grande quantidade logo
chamado também de garaçuma. Até hoje assim são assim conhecidos.
Anos 50 despertar da vida,
adolescência seminua na praia, futebol no sítio da Sinhá, roubar manga, coco,
melancia, caju nos sítios vizinhos. O Riacho Salgadinho uma fonte de lazer,
jangada construída por nós com tronco de bananeira, saíamos remando, pescando
de tarrafa, tainha e carapeba, e siri com tetéia, mergulhando no riacho de água
clara e limpa, à noite uma farra, comer, se empanturrar de peixe frito pescado
do dia, meninos felizes.
O Coronel Mário Lima toda
quarta-feira à noite brindava os moradores com retretas, concertos no coreto da
Avenida, tocava a Banda do Exército, do 20° BC. Noites quentes e alegres, acariciando
mãos das namoradas, jovens sonhadoras ouvindo músicas clássicas e populares,
"Bolero de Ravel", "Blue Moon", músicas americanas, Cole
Porter, Glenn Miller e os baiões de Luiz Gonzaga.
Quando as famílias entravam, hora de
dormir, guardando as cadeiras depois das 10 horas, a Avenida ficava deserta. A juventude
sorrateiramente subia as íngremes escadas dos casarões de Jaraguá em busca de
aventuras, de amor, às vezes as damas da noite não recebiam o pagamento devido,
davam carinho aos jovens, mesma idade, muitos casos de amor, de namoro entre as
meninas dos casarões e os meninos da Avenida.
Jaraguá, ah! Jaraguá querido,
quantas historias a contar, seus casarões seus armazéns, estavam para serem
demolidos, destruídos por uma nova ordem na especulação imobiliária emergente, não
aconteceu devido às mulheres da vida e aos boêmios terem ocupado por muitos anos
aquelas casas noturnas. Devemos a preservação daquele patrimônio arquitetônico
à boemia e às marafonas, benditas sejam as raparigas! Em uma parede do bairro pregaram
anonimamente uma placa em homenagem às "Raparigas Desconhecidas" por
conservarem, preservarem, por mais de 70 anos, os belos casarões do bairro
boêmio de Jaraguá. Hoje patrimônio arquitetônico e histórico de nossa cidade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
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